Como o consumo de carnes pode afetar negativamente a sua longevidade

4 dezembro, 2024

E, consequentemente, porquê você deveria consumir mais proteínas vegetais!


Desde a década de 1990 estuda-se a interação entre alguns aminoácidos sulfurosos e a longevidade. Porém, em 2021, um time de cientistas descobriu os possíveis impactos na longevidade através do estudo The Surprising Reason Eating Less Meat is Linked to a Longer Life: a smelly toxic gas.

Mas afinal, o que são os aminoácidos sulfurosos?

Primeiro, vamos entender o conceito de aminoácidos. Os aminoácidos são as moléculas ou peças que formam as proteínas. Diferentes combinações de aminoácidos resultam em diferentes proteínas.

Já sulfuroso quer dizer um composto com enxofre. Enxofre é um composto químico com odor fétido forte.

Sendo assim, aminoácido sulfuroso é a proteína que leva consigo moléculas de enxofre. Esses aminoácidos estão presentes nos ovos, laticínios, carnes brancas e, principalmente, nas carnes vermelhas.

E como eles atuam no organismo?

Quando o aminoácido sulfuroso é digerido no organismo pelas bactérias intestinais, ocorre a produção de sulfeto de hidrogênio (H2S), composto esse que, quando em níveis normais, desempenha um papel em processos biológicos regulares e na redução da inflamação.

O problema aparece quando ele está em excesso.

Efeitos do H2S em excesso no organismo:

Em doses elevadas, torna-se tóxico ao organismo afetando os seguintes pontos

- Processos biológicos do organismo

- Metabolismo

- Inflamação

Além de estarem associados a um maior risco de doenças crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes (a maior causa de mortalidade mundial)

Todos esses fatores geram um estresse no organismo, comprometendo a longevidade

Conclusão do artigo:

Embora mais pesquisas sejam necessárias para compreender todos os efeitos do H2S na saúde e longevidade, as novas descobertas sugerem que a redução da ingestão de proteína animal pode ter benefícios significativos para a saúde a longo prazo

Enquanto as carnes e outras proteínas animais são ricas em aminoácidos sulfurosos, os feijões e lentilha são fontes proteicas vegetais com baixo teor desse composto.

Lembre-se:

Este é apenas um dos inúmeros artigos evidenciando os benefícios da alimentação a base de plantas para a saúde humana, planetária e bem-estar animal. 

Para uma vida mais longeva e saudável, uma alimentação vegetal tem se provado uma grande aliada.

Consulte um nutricionista para uma avaliação nutricional e recomendações individualizadas.

 

Guia vegano para reposição de carboidrato nos treinos

3 dezembro, 2024



À primeira vista esse tema pode parecer besta, afinal, quase nenhum carboidrato é de origem animal. Porém, em se tratando de suplementos para reposição energética nos treinos, existem algumas pegadinhas que os veganos precisam conhecer e eu vim aqui mostrar pra vocês!

Vamos primeiro começar com um resuminho sobre a necessidade de reposição energética durante a prática esportiva:

Nem todo treino precisa de reposição de carboidrato. Isso acontece porque nosso corpo tem a capacidade de estocar glicogênio, principalmente nos músculos, e ele usa esse glicogênio como combustível para a prática de atividade física. Porém, esse estoque é limitado e não consegue atender a demanda dos treinos de longa duração. Ou seja, se não houver reposição durante esse tipo de treino, teremos falta de combustível e, consequentemente, de rendimento.

Se você for fazer um treino leve de cerca de 1h - 1h30 e tiver se alimentado bem nas horas que antecederam esse treino, provavelmente não vai precisar repor. Mas se você for fazer um treino mais intenso ou longo, provavelmente a reposição será necessária.

Digo provavelmente porque vale lembrar que nenhum organismo é igual ao outro e diferentes pessoas podem ter diferentes necessidades, mesmo que em situações de treino similares. Para personalizar e adequar sua estratégia, consulte uma nutricionista e preste atenção aos sinais do seu corpo antes, durante e depois da atividade física.

Voltando então ao assunto do carboidrato...supondo que a reposição seja indicada para o seu treino, existem várias formas de fazer isso. Vamos conhecer as principais e os pontos de atenção para os veganos:


Gel de carboidrato


Composição:

O gel de carboidrato é a forma mais comum e conhecida de reposição energética intra-treino e sua composição tem evoluído bastante. A base dele sempre é de carboidrato, mas pode ter adição de outros componentes, como cafeína, taurina, sódio, BCAA, entre outros

 

Pontos de atenção para os veganos:

Os carboidratos usados no gel normalmente são uma variação ou combinação de maltodextrina, frutose, dextrose e palatinose. Todos esses ingredientes são de origem vegetal. Porém, já vi produtos com mel na composição, não sendo apto para veganos. Esse é um exemplo raro, mas é importante sempre checar a lista de ingredientes.

Outro ponto é o acréscimo de outros ingredientes além das fontes de carboidrato, como taurina e BCAA.

De modo geral, a taurina usada costuma ser de origem sintética, mas também sempre vale a pena confirmar com a marca. Muitos já sinalizam na embalagem quando o produto é 100% de origem vegetal, mas se você estiver na dúvida, uma simples consulta ao site ou uma mensagem por inbox nas redes sociais da marca costumam funcionar.

Já o BCAA, que as vezes aparece em algumas opções de gel, pode ser tanto de origem vegetal quanto animal. Na maioria dos casos, o BCAA é de origem vegetal, mas como disse acima, vale sempre confirmar com o fabricante.


Carboidrato em pó


Composição:

Os carboidratos em pó são boas opções para quem corre na esteira ou para quem usa cinto ou colete de hidratação, pois seu consumo é feito através da diluição em água, o que complica um pouco a logística para corredores de rua.

Assim como o gel, normalmente são uma variação ou combinação de maltodextrina, frutose, dextrose e palatinose. Em sua grande maioria, são compostos apenas pelo carboidrato em pó e, em alguns casos, complementados com cafeína ou eletrólitos. Nesse caso, sua composição é totalmente de origem vegetal

Pontos de atenção para os veganos:

Algumas marcas possuem suplementos em pó denominados mix para intra-treino, que tem base de carboidrato mas que também podem oferecer uma pequena quantidade de proteína por porção. Nesse caso é preciso ter atenção para a origem da proteína. Se for whey protein, é uma proteína a base de leite e, portanto, não vegana. Esse é um caso mais raro.


Gomas de carboidrato


Composição:

A base das gomas de carboidrato esportivas costuma ser xarope de glicose, palatinose, maltodextrina e pectina. Esse último é uma fibra de origem vegetal que proporciona a consistência de goma. Todos os ingredientes que citei são de origem vegetal.

Pontos de atenção para os veganos:

Para as gomas, temos alguns pontos de atenção! O primeiro é o corante usado em algumas delas. Algumas marcas que oferecem gomas no sabor morango usam o corante natural carmim, e esse corante não é vegano, pois é feito através de um pigmento extraído de um inseto chamado cochonilha. Esse corante também pode estar presente em diversos outros produtos alimentícios e suplementos esportivos. Importante sempre checar a lista de ingredientes.

Outro ponto de atenção é não substituir as gomas de carboidratos esportivas por balas de goma e jujubas tradicionais. Apesar de serem boas fontes de carboidrato, esses produtos são feitos com gelatina, que é um produto fabricado a partir da cartilagem animal. Atualmente não conheço nenhuma goma esportiva que tenha gelatina em sua composição, mas vale sempre verificar a lista de ingredientes antes de consumir.


Outras opções de carboidratos


Além dos suplementos, também podemos repor energia durante treinos e provas através de alimentos ricos em carboidrato. Os mais utilizados pelos atletas são:

- frutas secas, como bananinha passa e tâmara

- sucos e outras bebidas, como suco de uva integral, caldo de cana e água de coco

- docinhos, como rapadura e goiabada

Como ponto de atenção aqui fica apenas o mel, que alguns atletas costumam usar sachês para repor carboidrato, porém é de origem animal.


Dicas finais


De forma geral, deu pra perceber que é muito fácil repor carboidrato durante o exercício seguindo uma alimentação vegana. São raros os produtos desse tipo que levam ingredientes de origem animal, mas vale sempre a pena verificar a lista de ingredientes para garantir. Mesmo que você já tenha lido os ingredientes anteriormente e esteja acostumado a consumir um certo suplemento, alguns fabricantes podem fazer alterações em sua composição.

Uma boa dica é procurar empresas de suplementos que sejam veganas, assim você não correrá o risco de consumir algum ingrediente de origem animal por engano e ainda fortalece o movimento.

 

Cuidados específicos para atletas veganos

4 setembro, 2023



Entenda aqui se um atleta vegano precisa de cuidados especiais!


Ultimamente temos percebido um aumento crescente de praticantes de atividade física e atletas de alta performance migrando, ou ao menos experimentando, uma alimentação plant based. A alimentação plant based, ou vegana, é composta apenas por alimentos de origem vegetal, deixando as carnes em geral, ovos, laticínios e mel de fora. Sua base é composta por cereais, leguminosas, sementes, verduras, legumes e frutas.

 

Os motivos pela procura dessa alimentação são inúmeros, sendo os principais a causa animal, preservação do meio ambiente e saúde. Porém, de uns tempos pra cá, um novo objetivo tem sido muito citado pelos atletas que é justamente   aproveitar os benefícios dessa alimentação na performance esportiva e recuperação...e os resultados tem sido muito bons!

 

Quanto mais informações, opções no mercado e profissionais capacitados, mais as pessoas se sentem confortáveis e confiantes em adotar esse tipo de alimentação. Pesquisas e estudos já comprovam que é possível, saudável e, muitas vezes, é a melhor opção para alcançar certos objetivos, justificando assim sua popularidade.

 

Quando pensamos em esporte, 2 principais pontos positivos chamam atenção nesse modelo alimentar: melhora da performance e melhora da recuperação. Esses benefícios tem algumas justificativas possíveis, sendo as principais delas o aporte aumentado de alimentos ricos em antioxidantes e o aporte adequado de carboidrato.

 

A prática esportiva de longa duração ou alta intensidade tem um maior potencial de geração de radicais livres. Quando essas substâncias estão presentes em grande quantidade no organismo, acabam prejudicando a saúde celular ou mesmo o envelhecimento celular precoce, o que é prejudicial a vários pontos da saúde, mas especificamente para o atleta pode prejudicar a recuperação, performance e até mesmo deixa-lo mais suscetível a lesões.

 

Os antioxidantes possuem a ação de neutralizar os radicais livres, melhorando então a situação citada acima, e os alimentos de origem vegetal são as maiores fontes naturais de radicais livres. Eles podem conter cerca de 10x mais antioxidantes do que os alimentos de origem animal. Portanto esse é um dos principais benefícios da alimentação vegana para os atletas.

 

Outro ponto importante é o aporte facilitado de carboidrato, que é o principal combustível do organismo para a prática de atividade física. Um atleta com baixo aporte de carboidrato pode ter seu rendimento prejudicado. Na alimentação vegana, os alimentos fontes de proteína sempre contém também carboidrato, como o feijão, grão de bico, ervilha, lentilha e soja. Dessa forma, o consumo da quantidade adequada de carboidrato se torna natural.

 

Na alimentação vegana para atletas temos alguns pontos de atenção, sendo o principal o aporte adequado de vitamina B12. Esse é o único nutriente que não está presente no reino vegetal. Portanto, acompanhar os níveis através de exames de sangue e suplementar quando necessário é essencial.

 

Outro ponto que gera dúvidas e preocupações é o consumo de proteínas, porém existe proteína suficiente no reino vegetal e, se a demanda for muito alta, podemos suplementar de forma simples e segura. As proteínas são formadas por aminoácidos. Nosso organismo é capaz de produzir alguns aminoácidos e, os que ele não consegue produzir, precisamos consumir através da alimentação. Esses aminoácidos são chamados de aminoácidos essenciais. Todos os aminoácidos essenciais estão presentes no reino vegetal, sem exceção. Quando comemos proteína, nosso corpo a quebra e absorve os aminoácidos. Portanto, consumindo proteínas vegetais na quantidade adequada temos acesso aos aminoácidos essenciais que necessitamos. As principais fontes de proteínas vegetais são as leguminosas, acompanhadas pelos cereais integrais e algumas sementes, além dos suplementos proteicos.

 

Ferro, cálcio e ômega-3 também costumam despertar preocupações, mas tudo isso está disponível em uma alimentação vegana, desde que bem equilibrada e composta por comida de verdade, na quantidade certa. Existem momentos que a suplementação pode ser necessária, mas isso é feito de forma personalizada, de acordo com a demanda da pessoa.

 

No esporte, a creatina também pode ser um ponto de atenção para suplementação. A creatina é produzida pelo nosso organismo, mas nem sempre em quantidade adequada conforme demanda. É uma substância importante para adaptação ao treino de força ou explosão, contribuindo para evolução na modalidade e construção muscular. Novamente, a suplementação é feita de acordo com a modalidade e demanda do atleta.

 

Dessa forma, podemos concluir que a alimentação vegana para atletas é possível e possui muitos benefícios, desde que seja equilibrada, diversificada e, sempre que possível, acompanhada por um profissional nutricionista

 


 

A Dúzia Diária

4 setembro, 2023



Você já ouviu falar sobre The Daily Dozen ou, em uma tradução livre, A Dúzia Diária?

Para quem gosta de ler e pesquisar sobre alimentação sem carne e saúde, vale a pena acompanhar o trabalho do Dr. Michael Greger (no insta: @michaelgregermd) médico americano que defende esse tipo de alimentação e compartilha muitas informações sobre isso.

Uma das coisas que ele prega é que devemos seguir o “The Daily Dozen” que é uma lista de 12 pontos importantes que devemos fazer e consumir diariamente se quisermos ter uma vida saudável. São eles:

1. Leguminosas: consumir 3 porções/dia

2. Frutas vermelhas: 1 porção/dia

3. Frutas em geral: 3 porções/dia

4. Crucíferas (ex. brócolis): 1 porção/dia

5. Vegetais verdes escuros: 2 porções/dia

6. Legumes: 2 porções/dia

7. Linhaça: 1 porção/dia

8. Oleaginosas: 1 porção/dia

9. Cereais: 3 porções/dia

10. Especiarias (ex. Cúrcuma): 1 porção/dia

11. Exercício: 1 x ao dia, de 40 a 90 minutos

12. Hidratação: pelo menos 1.750ml por dia, entre água e chá


Acho esse um guia bem geral e bacana para quem quer dar o primeiro passo para uma vida vegana saudável!

Espero que gostem!

 

Guia para organização das refeições!

4 setembro, 2023





Organização é a chave do sucesso para atingirmos nossos objetivos com a alimentação, sejam eles objetivos estéticos, de saúde, esportivos ou de qualidade de vida.


Para te ajudar nessa tarefa, preparei um guia para te ajudar na programação alimentar da semana....vamos lá!


- Faça o cardápio da semana: isso não significa que você precisa programar um prato diferente para cada dia da semana, mas sim que você deve pensar nas refeições que fará para poder escolher preparações que se complementem, ingredientes que poderá usar em diferentes refeições e fazer uma lista de compras otimizada. Não é necessário cozinhar uma leguminosas por dia e fazer inúmeros vegetais toda semana, faça uma programação inteligente, variando os ingredientes das refeições de uma semana para a outra. Ex: se essa semana você decidiu cozinhar grão de bico e comprar brócolis e couve-flor, na próxima semana cozinhe feijão e escolha outros tipos de vegetais.


- Faça uma lista de compras: ir ao mercado sem lista pode ser um tiro no pé, pois muitas vezes saímos de lá com coisas que não precisamos e deixamos de comprar coisas que seriam importantes para as refeições da semana. No final desse arquivo, deixo uma sugestão para você imprimir e usar como modelo!


- Tire um dia para cozinhar: escolha um dia da semana que você tenha um tempinho livre e separe algumas horas para deixar as coisas já semi-prontas para a semana. Ex: você pode cozinhar os grãos sem tempero nesse dia e separar em potinhos para apenas finalizar o preparo ao longo da semana. Você pode deixar os vegetais e frutas já higienizados. Você pode cozinhar tudo, montar marmitas e congelar para a semana toda. Você pode fazer uma torta, que é um prato único e pode ser consumido no almoço, jantar e até lances intermediários, etc...


- Se programe: se você vai tirar um dia para cozinhar, lembre-se que nesse momento você já tem que estar com algumas coisas organizadas. Ex: os grãos já tem que estar de molho há, pelo menos, 12h. Os ingredientes já tem que estar comprados. Algum ingrediente congelado já precisar estar fora do freezer, etc.


- Não se esqueça das refeições intermediárias: os lanchinhos também precisam ser organizados! Se você prefere uma opção mais prática, já deixe as oleaginosas, frutas secas e barrinha compradas. Se prefere algo mais artesanal, já programe no cardápio ingredientes para muffins, bolinhos, panquecas, frutas para shakes, etc...